Olá amores e leitores,
Ultimamente às terças feiras, nós 5X30 nos reunimos para um papo gostoso.
Dessas conversas gostosas entre amigas é que sai muita inspiração para escrevermos aqui para vocês. Ontem o papo foi sobre falhas na comunicação, rsrs, que muitas soam muito engraçadas, rsrs!
Por exemplo um dia, um rapaz foi fazer uma entrega, que aparentemente seria rápida, mas para entrar no prédio... foi um tal de mostrar RG, tirar fotinho, assinar papéis, esperar a autorização para subir que o deixou tão revoltado, tão revoltado que desabafou: "Ó dona, vou te contar viu? Fazê entrega naquele lugar é móóóó... Democracia!"
Ahã? É o quê? Rsrsrsrs, não seria BUROCRACIA? Ai, ai, ai...
E o outro que no aeroporto de Congonhas, ao comprar a passagem na loja, foi orientado a fazer "não sei o quê" com o Chiquinho no balcão para despachar a bagagem. Eita, o que é isso?? Quem era Chiquinho? Não havia Chiquinho nenhum... Ah, sim, CHECK-IN! Ele precisavam fazer o CHECK-IN! Rsrsrs...
E não pára por aí não... é... outro dia o rapaz entrou em uma agência da Caixa Econômica Federal para buscar o número do celular dele. Opa, como assim? Sim, disseram para ele lá na loja onde comprou o aparelho, que o número do celular estava na caixa. Na Caixa? Na Caixa, na caixa do celular meu Senhor!!
Rsrsrsrs, cômico se não fosse trágico não? Afinal, a responsabilidade de uma boa comunicação é do comunicador ou do receptor? A resposta parece óbvia ao dizer que é do comunicador, afinal se você quer se fazer entender precisa ser claro e para tanto, é necessário ter sensibilidade, sacar o outro... é praticamente uma técnica.
Quem vai receber sua mensagem? Como irá transmiti-la de modo a se fazer entender?
Quantas vezes não entramos em alguma situação de mal entendido porque não soubemos transmitir o que realmente queriamos. Uhhhhhh... várias não?
Cito em especial nos relacionamentos, destacando o quanto é difícil expressar exatamente coisas tão abstratas como nossos sentimentos, emoções...
Rapidinho: Um casal namorando numa praça... é noite, a Bela percebe um homem passando e vira-se para ver se é um sinal de perigo. Gente, São Paulo não é cidade do interior, (aliás, nossas cidades do interior nem são mais tão seguras assim, infelizmente...) temos que ter olhos atentos.
"Não olhe nunca mais para outro homem quando estiver comigo!", ouviu a Bela.
"Eu?????? Olhar para outro homem? Como? Tá louco?"
O que será que ele entendeu hein? Seria uma cena de ciúme?
MENSAGEM DE ERRO: FALHA DE ENVIO.
E assim acontece diariamente: Nossa que cantada! Não... ela foi apenas gentil. Nossa que patada! Não, você é que pode estar sensível e tomar por ofensa.
É... na verdade, ao nos comunicarmos sempre utilizamos a emoção... não há como desconectar uma coisa da outra, seja de forma verbal ou não verbal estamos nos comunicando.
Para evitar essas falhas, o jeito é ficar atento a si mesmo e ao outro... até na hora de teclar.
E se ainda assim ocorrerem falhas de envio e de recebimento, rsrsrs, dê um "reset" e siga em frente.
Tem coisas que é melhor a gente rir com as amigas do que tentar entender ou explicar...
Muitos beijos!!
Alê Gomiero
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Tudo Novo... De novo!
Olá amores e leitores,
03 • Dia do Tintureiro e Dia do Capoeirista
Hora de voltar às aulas, recomeçar dietas, voltar para a academia, iniciar em uma nova empresa ou olhar para onde estamos de outra forma, atualizar o currículo para sair do desemprego ou para buscar novos desafios!
Mesmo sabendo que a semana começa aos Domingos, na prática ela começa na segunda, sempre!
E mais uma semana e um mês novinho em folha se iniciam - hoje é segunda-feira!
Caramba, já passamos da metade de 2010 - estamos em AGOSTO!
Agosto... mês do signo de Leão, signo da Nobreza, Atividade do Vigor!
E é um mês que não tem um único feriado, rsrs! Ahhh que pena... adoooooramos um feriado! Mesmo que a maioria as vezes nem saibamos ao certo o significado deles, rsrs! Ê Brasil...
Então, será que é por isso que Agosto é considerado um mês, humm... digamos assim, meio azarado?
As crendices populares (que hoje parecem tão distantes da nossa realidade) afirmaram ao longo dos tempos que nesta época os cachorros contraíam mais RAIVA. Por isso mês do "Cachorro louco", Mês do "desgosto". Eu hein... credo! Rsrs, mas cada um é livre para acreditar no que quiser, não é mesmo?
Eu prefiro acreditar em um mês produtivo, de muito trabalho, de muitos contatos e encontros!
Veja quantas datas comemorativas teremos esse mês:
05 • Dia Nacional da Saúde
08 . Dia dos Pais
11 • Dia da Televisão, Dia do Advogado, Dia do Estudante, Dia do Garçom (Boa!)
12 • Dia Nacional da Artes
13 • Dia do Economista
14. Dia do Cardiologista
15 • Dia da Informática, Dia dos Solteiros (Eita, cai num domingo pessoal!!)
16 . Dia do Filósofo
19 • Dia do Artista de Teatro e Dia Mundial da Fotografia
20 . Dia dos Maçons
22 • Dia do Folclore e Dia do Supervisor Escolar
23 • Dia da Injustiça (Ahã? É melhor pesquisar...)
24 • Dia da Infância, Dia dos Artistas
25 • Dia do Feirante, Dia do Soldado
27 • Dia do Corretor de Imóveis e Dia do Psicólogo (Abraços aos colegas!)
28 • Dia da Avicultura, Dia dos Bancários
29 • Dia Nacional do Combate do Fumo (Força moçada, "tamujuntos" nessa!)
31 • Dia da Nutricionista
Hora de voltar às aulas, recomeçar dietas, voltar para a academia, iniciar em uma nova empresa ou olhar para onde estamos de outra forma, atualizar o currículo para sair do desemprego ou para buscar novos desafios!
RECOMEÇAR, v.t. Começar de novo; refazer depois de interrupção: recomeçar um trabalho. / Retornar a fazer qualquer coisa: recomeçar a chorar. / v.i. Começar a ser, a produzir-se novamente. (Dicionário Aurélio)
Me lembrei daquela frase do Mário Quintana: "Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça."
Bem pessoal, é isso aí!
Um abraço bem forte, disciplina e juízo hein?
E bom recomeço!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Perdão
Neste último domingo comemoramos o Dia do Perdão, o dia zero do calendário Maia e em muitos veículos tem-se falado sobre o Perdão, seus benefícios e seus desafios. Perdoar é bom, todo muito sabe quase intuitivamente disso, mas o que se percebe de mais desafiador neste ato, que deveria ser bem natural, é que perdoar exige um dolorido movimento de mudar o foco da nossa vida do outro para nós mesmos... Não se deve perdoar o outro por merecimento, pelo contrário, o perdão gera um sentimento que anda meio esquecido entre nós, a compaixão. Neste sentido, perdoar alguém é um movimento que deve partir necessariamente de quem perdoa, independente de quem recebe o perdão ter se arrependido ou mudado. Falo da mudança de foco porque percebo que olhar para fora, julgar, esperar uma atitude ou transformação do outro é muito mais fácil do que olhar para nós mesmos e para as nossas próprias mazelas. Embora parta do principio de que somos todos Um, nos manifestamos e percebemos a vida diferente, por isso jamais podemos esperar nada de ninguém porque não somos capazes nem de saber quem realmente somos e porque estamos aqui (ou este não é o maior questionamento de todos nós?).Este perdoar ao qual me refiro é o perdão do dia-a-dia, daquelas situações corriqueiras, com as pessoas mais próximas, que se não ficamos atentos transformam-se em fardos imensos que nos causam doenças e infelicidade.
O perdão não é mais um artifício exclusivamente divino. Percebemos ao longo do tempo e graças as transformações filosóficas e teológicas da história que o perdão divino é necessário, mas que o perdão praticado entre as pessoas não só é possível como muito eficiente. Porque por muitas vezes escondemos nossa dor, nossa raiva e nossa frustração nos confessionários dos templos que freqüentamos e esquecemos de trazer para a nossa vida esta prática que nos alivia. Perdoar é um gesto edificante em si porque pressupõe muito Auto-conhecimento e Amor. Amor próprio, amor ao próximo e amor a própria vida, porque não há nada mais nocivo a nós mesmo do que carregar o amargo fardo da raiva ou da mágoa cravados em nossos ombros já cansados por tantos desafios.
Namastê!
Dani Ferrari
O perdão não é mais um artifício exclusivamente divino. Percebemos ao longo do tempo e graças as transformações filosóficas e teológicas da história que o perdão divino é necessário, mas que o perdão praticado entre as pessoas não só é possível como muito eficiente. Porque por muitas vezes escondemos nossa dor, nossa raiva e nossa frustração nos confessionários dos templos que freqüentamos e esquecemos de trazer para a nossa vida esta prática que nos alivia. Perdoar é um gesto edificante em si porque pressupõe muito Auto-conhecimento e Amor. Amor próprio, amor ao próximo e amor a própria vida, porque não há nada mais nocivo a nós mesmo do que carregar o amargo fardo da raiva ou da mágoa cravados em nossos ombros já cansados por tantos desafios.
Namastê!
Dani Ferrari
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Do You Wanna Dance?
Eu tinha um sonho recorrente, nele estava eu em um grande baile, com um vestido longo e taças nas mãos . estava sentada no degrau de uma escada enorme como se fora uma grande entrada ou saída. Estava lá como quem espera. De repente alguém se aproximava , não via seu rosto, mas ouvia as taças se quebrarem, um som agudo , um susto…. E nesse susto eu despertava.
Gosto de dançar, gosto muito. Dançar com que se gosta é melhor ainda e pode se tornar inesquecível esse instante. Pode até se tornar a melhor lembrança entre duas pessoas.
Há quem não goste, há aqueles que rejeitam, pra não aprender, não se deixar levar. Há os que criam regras, como se estivessem em uma escola. Faça assim , segure assim, tem que girar, tem que dançar bonito, tem que fazer o certo. Fazer o certo? O que é fazer o certo? Acertar? Existe uma hora certa de se dançar? Será realmente necessária mais essa convenção dentre as inúmeras que nos colocamos diariamente? Será que nos tornamos tão quadrados que não permitiremos mais, um simples momento de prazer? Por que tem de ser tudo tão cheio de indiretas, mensagens subliminares, entrelinhas, medo , e complicação?
É tudo tão mais simples. Sim , simples. Colocamos nossos empecilhos em tudo. No trabalho, nas relações… sempre temos uma desculpa na ponta da lingua… é mais fácil recusar, do que se divertir. Hoje em dia temos vergonha, uma palavra que nos engessa, uma ação que nos deixa preso à própria rotina. Hoje em dia não se dança mais junto. Música lenta… nem pensar…que pena…. Não sabem o que estão perdendo.
Que tal, só hoje, vc colocar aquela linda canção pra tocar. Aquela que vc sabe muito bem qual é , e só por um instante, simplesmente dançar , e viajar pela melodia ? Sozinha ou acompanhada, tanto faz, o importante é simplesmente fazer….
E aí? Do You Wanna Dance??????
Bjssss
Katia
Gosto de dançar, gosto muito. Dançar com que se gosta é melhor ainda e pode se tornar inesquecível esse instante. Pode até se tornar a melhor lembrança entre duas pessoas.
Há quem não goste, há aqueles que rejeitam, pra não aprender, não se deixar levar. Há os que criam regras, como se estivessem em uma escola. Faça assim , segure assim, tem que girar, tem que dançar bonito, tem que fazer o certo. Fazer o certo? O que é fazer o certo? Acertar? Existe uma hora certa de se dançar? Será realmente necessária mais essa convenção dentre as inúmeras que nos colocamos diariamente? Será que nos tornamos tão quadrados que não permitiremos mais, um simples momento de prazer? Por que tem de ser tudo tão cheio de indiretas, mensagens subliminares, entrelinhas, medo , e complicação?
É tudo tão mais simples. Sim , simples. Colocamos nossos empecilhos em tudo. No trabalho, nas relações… sempre temos uma desculpa na ponta da lingua… é mais fácil recusar, do que se divertir. Hoje em dia temos vergonha, uma palavra que nos engessa, uma ação que nos deixa preso à própria rotina. Hoje em dia não se dança mais junto. Música lenta… nem pensar…que pena…. Não sabem o que estão perdendo.
Que tal, só hoje, vc colocar aquela linda canção pra tocar. Aquela que vc sabe muito bem qual é , e só por um instante, simplesmente dançar , e viajar pela melodia ? Sozinha ou acompanhada, tanto faz, o importante é simplesmente fazer….
E aí? Do You Wanna Dance??????
Bjssss
Katia
domingo, 25 de julho de 2010
Domingo no Parque
Olá amores e leitores,
Aproveitei o dia hoje no Parque do Ibirapuera. Um Sol gostoso, clima agradável, só se percebia ser inverno ao olhar para o céu e vê-lo límpido... azul, azul!
Crianças correndo, gargalhando, sorrindo, descobrindo que os totens soltam vapor de água para refrescar o calor. Ah, o prazer de viver! Cachorros? Caraca, parece campeonato, de todos os tamanhos, raças, cores, credo, (eita!) Bicicletas, patins, skates, bolas e balões.
Água de côco, salgadinhos (ou seria isopor com sabor?) sorvetes, pipocas, tudo junto e misturado em meio as ruas, as árvores, os patos, gansos e cisnes em volta do lago.
Famílias inteiras, grupos de amigos, meninas de mãos dadas, meninos de mãos dadas, casais deitados na grama, roda de violão e de artistas de rua... Manobras radicais, turistas estrangeiros, filas nas lanchonetes, cheiro de mato, de flores e de erva (danada, rsrs!) Mulheres esportistas e aquelas prontas para ir à festa, tudo, tudo em suas cores compunham a paisagem... Um pequeno oásis no deserto urbano em volta!
Seja para o esporte, para a paquera, para ensinar, para divertir, para pensar na vida, ou simplesmente relaxar, hoje olhei o Parque com os olhos de quem vive aqui mas não sabe o prazer de passar um Domingo no Parque!
Beijos e ótima semana para nós!
Alê Gomiero
Aproveitei o dia hoje no Parque do Ibirapuera. Um Sol gostoso, clima agradável, só se percebia ser inverno ao olhar para o céu e vê-lo límpido... azul, azul!
Crianças correndo, gargalhando, sorrindo, descobrindo que os totens soltam vapor de água para refrescar o calor. Ah, o prazer de viver! Cachorros? Caraca, parece campeonato, de todos os tamanhos, raças, cores, credo, (eita!) Bicicletas, patins, skates, bolas e balões.
Água de côco, salgadinhos (ou seria isopor com sabor?) sorvetes, pipocas, tudo junto e misturado em meio as ruas, as árvores, os patos, gansos e cisnes em volta do lago.
Famílias inteiras, grupos de amigos, meninas de mãos dadas, meninos de mãos dadas, casais deitados na grama, roda de violão e de artistas de rua... Manobras radicais, turistas estrangeiros, filas nas lanchonetes, cheiro de mato, de flores e de erva (danada, rsrs!) Mulheres esportistas e aquelas prontas para ir à festa, tudo, tudo em suas cores compunham a paisagem... Um pequeno oásis no deserto urbano em volta!
Seja para o esporte, para a paquera, para ensinar, para divertir, para pensar na vida, ou simplesmente relaxar, hoje olhei o Parque com os olhos de quem vive aqui mas não sabe o prazer de passar um Domingo no Parque!
Beijos e ótima semana para nós!
Alê Gomiero
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Dias Mais Longos
Desde segunda-feira tenho percebido que os dias estão mais longos, com o sol ainda batendo à minha janela em plena 6 horas da tarde. Porque desde o outono percebia que o dia não chegava mais ao final, terminava antes. E aquilo me dava uma tristeza tão grande... tristeza não, um vazio mesmo, como se os dias dentro de mim também estivessem ficando mais curtos, mais corridos, menos divertidos.
Agora, em pleno inverno de um mês de julho, observo os dias maiores e sinto em mim um pouco mais de luz em meio aos afazeres do dia a dia. Lembro que quando era pequena achava os dias intermináveis, nunca dava tempo de preencher toda aquela luz com as brincadeiras, estudos, desenhos nas nuvens, conversas, risadas, diários, papéis de carta, figurinhas e diversão, muita diversão! Lembro que até os 10 anos, quando fiquei mocinha e pude assistir ao comecinho do Fantástico naquele domingo fatídico, ia dormir todos os dias as 8 da noite, exausta! Depois que cresci, durante um bom tempo, achei os dias escuros demais para fazer qualquer coisa que não fosse trabalhar e pagar contas.
E hoje neste inverno mágico e intrigante acho tempo de sobra para trabalhar, pagar as contas, brincar, estudar, conversar, dar risadas e me divertir muito com tudo isso! Na verdade acho que acabei de perceber uma coisa: só estou me divertindo com o que tenho para fazer exatamente como fazia quando era criança... Por que a gente complica as coisas, né?
Bom, que possamos sempre nos divertir com os nossos dias, sejam eles curtos, longos, frios, quentes, chuvosos ou secos.
Namastê!
Dani Ferrari
Agora, em pleno inverno de um mês de julho, observo os dias maiores e sinto em mim um pouco mais de luz em meio aos afazeres do dia a dia. Lembro que quando era pequena achava os dias intermináveis, nunca dava tempo de preencher toda aquela luz com as brincadeiras, estudos, desenhos nas nuvens, conversas, risadas, diários, papéis de carta, figurinhas e diversão, muita diversão! Lembro que até os 10 anos, quando fiquei mocinha e pude assistir ao comecinho do Fantástico naquele domingo fatídico, ia dormir todos os dias as 8 da noite, exausta! Depois que cresci, durante um bom tempo, achei os dias escuros demais para fazer qualquer coisa que não fosse trabalhar e pagar contas.
E hoje neste inverno mágico e intrigante acho tempo de sobra para trabalhar, pagar as contas, brincar, estudar, conversar, dar risadas e me divertir muito com tudo isso! Na verdade acho que acabei de perceber uma coisa: só estou me divertindo com o que tenho para fazer exatamente como fazia quando era criança... Por que a gente complica as coisas, né?
Bom, que possamos sempre nos divertir com os nossos dias, sejam eles curtos, longos, frios, quentes, chuvosos ou secos.
Namastê!
Dani Ferrari
Malandragem
Já passava das 20:00hs de ontem quando eu e o Paulo (meu amado namorado) voltávamos do curso de inglês. Em Julho, período de férias escolares, as ruas parecem ficar mais vazias, mas a linda noite em quarto crescente convidava para uma caminhada a dois.
Descendo pelas ruas do bairro da Vila Mariana, nos despedimos em uma das esquinas sob a recomendação de todas as noites em que nos vemos: “Amor, vai com cuidado e assim que chegar em casa me ligue ok?”.
Ele seguiu para sua casa e eu segui para minha, na região da Vila Olímpia.
Descendo a pé, avistei 02 meninos em uma esquina, parados e encostados no poste que indica os nomes das ruas Pedro de Toledo e Otonis. Me mediram, cochicharam e pensei comigo: “Xi, boa coisa não é... Ow Ale, olhe o preconceito, são dois meninos, que horror! Esse mundo está perdido mesmo, desconfiamos da própria sombra e as vezes à toa!
Continuei caminhando cantando em voz alta, rsrs, comecei por Samurai do Djavan, e depois Malandragem da Cássia Eller. Cantar enquanto ando é um hábito meu, até porque assim, parecendo que estou falando sozinha, rsrs, é bem como o ditado diz: "Quem canta os males espanta!"
Ao chegar na Avenida Ibirapuera, próximo ao Parque das bicicletas (região inclusive pouco iluminada) os 02 meninos me abordam correndo: “Entrega a bolsa!” e eu “Mas eu não tenho nada, o que vocês querem? Comida? Dinheiro?” “A bolsa dona, dá a bolsa senão nóis te fura!” Já ofegante, ainda assim tentei negociar, mas um deles encostou um objeto em mim que não sabia ser verdadeiro ou não, nem quis pagar para ver. Entreguei a mochila, onde havia apenas (acreditem se quiser) meu material do curso de inglês, meu bilhete único de estudante e meu RG.
Ao ver os dois correndo com a minha mochila na mão, como num golpe de coragem e de indignação, me pus a correr atrás deles gritando por toda Avenida Ibirapuera: “Polícia, polícia, policiaaaaaaaaa!! Parem esses dois, eles levaram minha mochila, policiaaaaaaaa!!”
Não sei se pelo baixo movimento ou se pela força da minha voz, ecoava pelo bairro inteiro meu clamor!
Foi então que aconteceu algo que me deixou muito, mas muito surpreendida – um rapaz, cidadão comum que seguia para sua casa depois de um dia de trabalho parou ou meninos, pegou minha mochila e o revólver de plástico que estava com eles. Cheguei segundos depois, juntamente com 02 carros de mais 02 cidadãos comuns que encostaram seus carros no meio fio para me ajudarem. O rapaz que os abordou primeiro ao me ver perguntou: “É sua essa mochila?” e prontamente respondi “Sim, eles me abordaram lá na frente do parque das bicicletas.”
Com a maior cara de pau, negaram o tempo todo ter tomado a mochila de mim, afirmando que um homem havia deixado cair no chão, por isso pegaram. Eu olhei bem na cara deles e disse: “Vão estudaaar, vão pra escola, pra ser alguém tem que estudar!!”
Tomados de raiva, os rapazes acuaram os meninos contra o muro, cutucaram, deram tapas na cara dos meninos, joelhadas na bunda deles, um deles tentando me acalmar me deu seu cartão dizendo ser advogado caso eu precisasse de algo.
Fizeram um mutirão gritando para que a viatura de polícia que passava parasse e eu fizesse a ocorrência.
A essa altura, juro mesmo, não sabia mais se eu sentia raiva ou dó dos meninos...
Eles não conseguiram levar nada, fui mais rápida. Acho que participar de maratonas me ajudou a correr tanto!
O Policial então deixou que eu escolhesse o que fazer: liberar os meninos ou ir até a delegacia e registrar a ocorrência, sob a ressalva:
“Sinceramente Dona Alessandra, são menores, não utilizaremos de violência com eles e eles não conseguiram efetivamente furtar a senhora. Não vai dar em nada.”
Deprimente. Indignante. Respirando fundo e devagar fui recuperando o estado normal. Policial me ofereceu carona ate a minha casa, mas recusei. Agradeci, atravessei a rua, entrei no primeiro ônibus que vi e fui embora com a minha mochila.
Lamentável vivenciar o que já percebemos há muito tempo, nosso mundo está doente… Que mundo estamos deixando para nossas crianças? Que crianças estamos deixando para o mundo? Que raio de problema social é esse que parece não ter solução?
EDUCAÇÃO é o nome dessa solução E-DU-CA-ÇÃO!
E de verdade? Termino aqui o meu B.O cantando de onde parei a música que eu estava cantando antes de tudo isso acontecer, desejando de coração que o destino desses meninos seja melhor.
Abraços fortes,
Alê Gomiero
“Eu só peço a Deus um pouco de Malandragem, pois sou criança e não conheço a verdade, eu sou o poeta e não aprendi a amar. Quem sabe ainda sou uma garotinha…”
Descendo pelas ruas do bairro da Vila Mariana, nos despedimos em uma das esquinas sob a recomendação de todas as noites em que nos vemos: “Amor, vai com cuidado e assim que chegar em casa me ligue ok?”.
Ele seguiu para sua casa e eu segui para minha, na região da Vila Olímpia.
Descendo a pé, avistei 02 meninos em uma esquina, parados e encostados no poste que indica os nomes das ruas Pedro de Toledo e Otonis. Me mediram, cochicharam e pensei comigo: “Xi, boa coisa não é... Ow Ale, olhe o preconceito, são dois meninos, que horror! Esse mundo está perdido mesmo, desconfiamos da própria sombra e as vezes à toa!
Continuei caminhando cantando em voz alta, rsrs, comecei por Samurai do Djavan, e depois Malandragem da Cássia Eller. Cantar enquanto ando é um hábito meu, até porque assim, parecendo que estou falando sozinha, rsrs, é bem como o ditado diz: "Quem canta os males espanta!"
Ao chegar na Avenida Ibirapuera, próximo ao Parque das bicicletas (região inclusive pouco iluminada) os 02 meninos me abordam correndo: “Entrega a bolsa!” e eu “Mas eu não tenho nada, o que vocês querem? Comida? Dinheiro?” “A bolsa dona, dá a bolsa senão nóis te fura!” Já ofegante, ainda assim tentei negociar, mas um deles encostou um objeto em mim que não sabia ser verdadeiro ou não, nem quis pagar para ver. Entreguei a mochila, onde havia apenas (acreditem se quiser) meu material do curso de inglês, meu bilhete único de estudante e meu RG.
Ao ver os dois correndo com a minha mochila na mão, como num golpe de coragem e de indignação, me pus a correr atrás deles gritando por toda Avenida Ibirapuera: “Polícia, polícia, policiaaaaaaaaa!! Parem esses dois, eles levaram minha mochila, policiaaaaaaaa!!”
Não sei se pelo baixo movimento ou se pela força da minha voz, ecoava pelo bairro inteiro meu clamor!
Foi então que aconteceu algo que me deixou muito, mas muito surpreendida – um rapaz, cidadão comum que seguia para sua casa depois de um dia de trabalho parou ou meninos, pegou minha mochila e o revólver de plástico que estava com eles. Cheguei segundos depois, juntamente com 02 carros de mais 02 cidadãos comuns que encostaram seus carros no meio fio para me ajudarem. O rapaz que os abordou primeiro ao me ver perguntou: “É sua essa mochila?” e prontamente respondi “Sim, eles me abordaram lá na frente do parque das bicicletas.”
Com a maior cara de pau, negaram o tempo todo ter tomado a mochila de mim, afirmando que um homem havia deixado cair no chão, por isso pegaram. Eu olhei bem na cara deles e disse: “Vão estudaaar, vão pra escola, pra ser alguém tem que estudar!!”
Tomados de raiva, os rapazes acuaram os meninos contra o muro, cutucaram, deram tapas na cara dos meninos, joelhadas na bunda deles, um deles tentando me acalmar me deu seu cartão dizendo ser advogado caso eu precisasse de algo.
Fizeram um mutirão gritando para que a viatura de polícia que passava parasse e eu fizesse a ocorrência.
A essa altura, juro mesmo, não sabia mais se eu sentia raiva ou dó dos meninos...
Eles não conseguiram levar nada, fui mais rápida. Acho que participar de maratonas me ajudou a correr tanto!
O Policial então deixou que eu escolhesse o que fazer: liberar os meninos ou ir até a delegacia e registrar a ocorrência, sob a ressalva:
“Sinceramente Dona Alessandra, são menores, não utilizaremos de violência com eles e eles não conseguiram efetivamente furtar a senhora. Não vai dar em nada.”
Deprimente. Indignante. Respirando fundo e devagar fui recuperando o estado normal. Policial me ofereceu carona ate a minha casa, mas recusei. Agradeci, atravessei a rua, entrei no primeiro ônibus que vi e fui embora com a minha mochila.
Lamentável vivenciar o que já percebemos há muito tempo, nosso mundo está doente… Que mundo estamos deixando para nossas crianças? Que crianças estamos deixando para o mundo? Que raio de problema social é esse que parece não ter solução?
EDUCAÇÃO é o nome dessa solução E-DU-CA-ÇÃO!
E de verdade? Termino aqui o meu B.O cantando de onde parei a música que eu estava cantando antes de tudo isso acontecer, desejando de coração que o destino desses meninos seja melhor.
Abraços fortes,
Alê Gomiero
“Eu só peço a Deus um pouco de Malandragem, pois sou criança e não conheço a verdade, eu sou o poeta e não aprendi a amar. Quem sabe ainda sou uma garotinha…”
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