Olá amores e leitores!
É.. 2010 está chegando ao fim.
360 dias já se foram, faltam apenas 5 dias para zerarmos o cronômetro e renovar a chance de fazer um futuro diferente... ou de continuar o que realmente dá sentido à nossa vida não é mesmo?
Bem, nessa época, seja de forma espontanea ou na pressão, rsrs, sentimos mais... refletimos mais... projetamos mais.
Mas na verdade sabemos que a vida não pára!
O que nos ajuda é essa forma de organização denominada Calendário - um sistema para contar e agrupar os dias, visando atender, principalmente, às necessidades civis e religiosas de uma cultura. A palavra deriva do latim calendarium ou livro de registro, que por sua vez derivou de calendae, que indicava o primeiro dia de um mês romano.
Antes deste, o calendário era lunar, baseado a partir das fases da lua, cuja virada de mês era contada a partir da Lua Nova. Porém as fases lunares não são as mesmas aqui, abaixo dos trópicos. (Fonte: Wikipédia).
Como o Tempo é relativo não?
... falar de tempo depende do ponto de vista, de Onde se vive, do Quê, do Porquê e de Como se vive!
Quantas vezes me peguei pensando quanto tempo demorei para conseguir certas coisas na minha vida... enquanto outras não fiz esforço algum!
Ah o Tempo... O Mestre dos Mestres!
Sábio, cura dores, alimenta amores e nos faz amadurecer, recriar, viver e reviver!
Está chegando a hora de zerar novamente!
A primeira década dos anos 2000 já se foi!
Como será o Amanhã? Não responda... Viva!
Será o Ano do Coelho no Horóscopo Chinês, Ano de Oxum e Iansã, Ano do Planeta Mercúrio.
Independentemente da sua crença, religião ou ponto de vista: Viva!
Para terminar, deixo aqui um texto que ouvi hoje... e considero providencial para desejar à todos nós um Excelente 2011!
Com carinho,
Alê Gomiero
"Quer saber o valor de UM ANO?
Pergunte ao aluno repetente.
Quer saber o valor de UM MÊS?
Pergunte à mãe que teve seu filho prematuro.
Quer saber o valor de UMA SEMANA?
Pergunte ao editor de uma revista semanal.
Quer saber o valor de UMA HORA?
Pergunte aos namorados apaixonados que aguardam um encontro.
Quer saber o valor de UM MINUTO?
Pergunte a quem acaba de perder sua condução para ir ao trabalho.
Quer saber o valor de UM MILÉSIMO DE SEGUNDO?
Pergunte ao atleta que obteve medalha de prata.
Valorize cada momento que você tem. E valorize-o ainda mais porque você
deve sempre dividir tudo com alguém especial...
Lembre-se: O relógio está correndo... e não há volta!
ONTEM...é uma história;
AMANHÃ... é um mistério;
E HOJE... é uma dádiva de Deus, por isso se chama PRESENTE."
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Essa tal Disciplina
Olá amores e leitores!
Uau, quanto tempo não escrevo, caramba!
Do último post para cá aconteceram ínumeras coisas... algumas corriqueiras, outras bem significativas, mas num geral, uma palavra tem martelado meus pensamentos ultimamente... DISCIPLINA.
Desde que fiz a leitura do meu mapa astral (Dani Te Amo por isso e por tudo mais), essa palavra entrou na minha vida, mas como sempre, tudo o que é novo entra em nossas vidas assim, como quem não quer nada e quando nos damos conta já nos adaptamos. Nos adaptamos ou nos diciplinamos?
Bem, fui lá no dicionário saber o que essa palavra realmente significa e lá estava:
"Disciplina é uma palavra que tem a mesma etimologia da palavra "discípulo", que significa "aquele que segue". Também é um dos nomes que se pode dar a qualquer área de conhecimento estudada e ministrada em um ambiente escolar ou acadêmico. Geralmente diz respeito a uma Ciência ou Técnica, ou subderivados destas. Aqueles que seguem uma disciplina podem assim ser chamados de discípulos." Fonte: Wikipédia.
Pois muito bem, que curiosa essa definição não? Eu, rsrs, a pessoa que mais considera a si mesma a mais cética das céticas, a mais científica de nos 5, rsrs, não é naaaaaada disciplinada...
E é verdade! Só que antes eu tinha esse título como motivo de orgulho e exaltação, mas hoje... aos 32 anos (é desde o último post fiz aniversário sabiam?) isso me dá é vergonha isso sim!
Voltemos no tempo - reunião de pais na escolinha, lá ia minha dedicada mãe. Ia porque tinha que ir, pois já sabia o que a professora ia falar:
" Dona Regina, a sua filha Alessandra é uma ótima aluna, sempre traz os deveres de casa, faz perguntas pertinetes, tira notas altas e sempre entrega trabalhos muito criativos. Porém... (sempre tem um porém né?) ela NÃO PÁRA QUIETA! Acho que temos que colocar a lousa na parte de trás da sala, pois a Alessandra conversa a aula TODA! Se ela tem facilidade em aprender, tudo bem, mas assim ela prejudica quem não tem essa facilidade. A Senhora entende?"
Sim, minha mãe entendia, mas quem disse que ela em controlava? Como me deter? Como me fazer ser uma pessoa disciplinada? Ai... como assim o que minha mãe fez? Ela largou mão! À La Poncios Pilatos ela lavou as mãos meus amores e leitores... eu é que me virassse na vida!
E hoje vejo o quanto faz falta NÃO andar na linha... NÃO seguir as regras...
Eu não aprendi a seguir as regras!!
Talvez seja esse o motivo da falta de sorte ao procurar um emprego... por ter perdido amigos pelo caminho, por ter gastado demais o meu dinheiro, por ter vivido a vida louca com inúmeros amores, por ter deixado tantas oportunidades escaparem...
Até para perder peso é preciso DISCIPLINA! Que droga viu, saco! Rsrsrs! Tem que rir pra não chorar né?
E pra finalizar o desabafo, deixo a sequência da definição de Disciplina da Wikipédia, olhem só:
"Ao momento em que a criança aprende a administrar sozinha suas tarefas e, se necessário pede a ajuda. Ela está na conquista de sua autonomia, um aprendizado complexo e longo pelo qual as crianças desenvolvem a disciplina para dar conta de suas tarefas, assim as crianças aprendem desde cedo a se organizar para chegar à autodisciplina."
É um aprendizado complexo... é preciso dedicação, um exercício diário.
Eu vou me disciplinar... só de ter essa consciência aflorando em mim é um grande passo.
Até porque, sem ela, viveríamos num completo caos não é mesmo.
Vou ficando por aqui pois está chegando a hora do almoço e eu almoço sempre ao meio-dia.
Olhe aí! Não é que eu achei uma pitada de disciplina no meu caos?
Rsrs, Beijos e Abraços apertados!
Alê Gomiero
Uau, quanto tempo não escrevo, caramba!
Do último post para cá aconteceram ínumeras coisas... algumas corriqueiras, outras bem significativas, mas num geral, uma palavra tem martelado meus pensamentos ultimamente... DISCIPLINA.
Desde que fiz a leitura do meu mapa astral (Dani Te Amo por isso e por tudo mais), essa palavra entrou na minha vida, mas como sempre, tudo o que é novo entra em nossas vidas assim, como quem não quer nada e quando nos damos conta já nos adaptamos. Nos adaptamos ou nos diciplinamos?
Bem, fui lá no dicionário saber o que essa palavra realmente significa e lá estava:
"Disciplina é uma palavra que tem a mesma etimologia da palavra "discípulo", que significa "aquele que segue". Também é um dos nomes que se pode dar a qualquer área de conhecimento estudada e ministrada em um ambiente escolar ou acadêmico. Geralmente diz respeito a uma Ciência ou Técnica, ou subderivados destas. Aqueles que seguem uma disciplina podem assim ser chamados de discípulos." Fonte: Wikipédia.
Pois muito bem, que curiosa essa definição não? Eu, rsrs, a pessoa que mais considera a si mesma a mais cética das céticas, a mais científica de nos 5, rsrs, não é naaaaaada disciplinada...
E é verdade! Só que antes eu tinha esse título como motivo de orgulho e exaltação, mas hoje... aos 32 anos (é desde o último post fiz aniversário sabiam?) isso me dá é vergonha isso sim!
Voltemos no tempo - reunião de pais na escolinha, lá ia minha dedicada mãe. Ia porque tinha que ir, pois já sabia o que a professora ia falar:
" Dona Regina, a sua filha Alessandra é uma ótima aluna, sempre traz os deveres de casa, faz perguntas pertinetes, tira notas altas e sempre entrega trabalhos muito criativos. Porém... (sempre tem um porém né?) ela NÃO PÁRA QUIETA! Acho que temos que colocar a lousa na parte de trás da sala, pois a Alessandra conversa a aula TODA! Se ela tem facilidade em aprender, tudo bem, mas assim ela prejudica quem não tem essa facilidade. A Senhora entende?"
Sim, minha mãe entendia, mas quem disse que ela em controlava? Como me deter? Como me fazer ser uma pessoa disciplinada? Ai... como assim o que minha mãe fez? Ela largou mão! À La Poncios Pilatos ela lavou as mãos meus amores e leitores... eu é que me virassse na vida!
E hoje vejo o quanto faz falta NÃO andar na linha... NÃO seguir as regras...
Eu não aprendi a seguir as regras!!
Talvez seja esse o motivo da falta de sorte ao procurar um emprego... por ter perdido amigos pelo caminho, por ter gastado demais o meu dinheiro, por ter vivido a vida louca com inúmeros amores, por ter deixado tantas oportunidades escaparem...
Até para perder peso é preciso DISCIPLINA! Que droga viu, saco! Rsrsrs! Tem que rir pra não chorar né?
E pra finalizar o desabafo, deixo a sequência da definição de Disciplina da Wikipédia, olhem só:
"Ao momento em que a criança aprende a administrar sozinha suas tarefas e, se necessário pede a ajuda. Ela está na conquista de sua autonomia, um aprendizado complexo e longo pelo qual as crianças desenvolvem a disciplina para dar conta de suas tarefas, assim as crianças aprendem desde cedo a se organizar para chegar à autodisciplina."
É um aprendizado complexo... é preciso dedicação, um exercício diário.
Eu vou me disciplinar... só de ter essa consciência aflorando em mim é um grande passo.
Até porque, sem ela, viveríamos num completo caos não é mesmo.
Vou ficando por aqui pois está chegando a hora do almoço e eu almoço sempre ao meio-dia.
Olhe aí! Não é que eu achei uma pitada de disciplina no meu caos?
Rsrs, Beijos e Abraços apertados!
Alê Gomiero
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Quais são as reais regras da amizade?
Ultimamente eu tenho reparado , sentido, estranhado e etc que existem regras para uma amizade. Eu observo, ouço relatos… enfim, está tudo tão diferente, ou talvez eu esteja vivendo em um universo paralelo….rsrsrsrs. Que todos temos compromissos, “vida lá fora”, relações, famílias, sim claro ,somos humanos, não é mesmo? Será mesmo? O que de fato nos faz querer ser amigo de alguém? Por que? O que nos faz pensar que, de verdade, vamos dar e receber de alguém que não são nossos pais, filhos, cônjuges e afins? Como nós nos comportamos diante disso? Parece banal, piegas , mas a frase do Pequeno Príncipe é certa “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E isso deve amedrontar, deve fazer muita gente correr léguas, se esconder. E aí criam-se as “tais regras”. Aí vão as mais manjadas:
- Ligar para o amigo, mas não ligar muito ( ninguém te diz o quanto, mas sem exageros, por favor).
- Reclamar da ausência do outro, mas de fato não se faz nada pra resolver, afinal, vai que o amigo “se apega”, não é mesmo?
- Criar uma certa distância, porque …."ai é chato ter amigo te procurando o tempo todo… preciso ficar só… pra dizer que eles estão longe”.
E por aí vai, agora, imagine se fomos pegos usando dessas regrinhas chinfrins com alguém, ou melhor, se notamos que também usam conosco, pois afinal é uma via de mão dupla. Toda ação gera uma reação. E não é praga, não, é a mais pura vida real. Não seria mais fácil conversar? Sinceridade por mais dolorida, ainda é o caminho para a resolução de muitos conflitos. Todos nós nos recolhemos, nos damos o direito de gritar, xingar, nos isolar, por inúmeros motivos… poderíamos pensar também nesse afeto que geramos e que gostamos de receber e por muitas vezes esquecemos de doar. Queremos que o tel. toque, queremos ser convidados, mas e aí? Qual é o nosso papel nisso tudo? Será que estamos dentro das regras? Será que estamos aceitando a hipocrisia? Não vamos mais nos arriscar em ser a exceção? Que pena! É realmente uma pena… se isso estiver acontecendo com você!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Feliz Primavera!
Que os dias a partir de hoje sejam recheados de mais Luz, mais Amor, mais Cor e mais Vida! Que todo o recolhimento, todo o silêncio, toda a introspecção e frieza do inverno se derretam hoje com os ventos mornos que sopram com força e leveza!
Que a primavera seja Bem-Vinda na vida de todos nós e que nosso planeta se "desembruteça" com essa energia feminina, doce, fértil e revolucionária.
Faço minhas as palavras da grande Cecília Meireles, em seu texto chamado "Primavera":
"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
...
Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera."
Namastê!
Dani Ferrari
Que a primavera seja Bem-Vinda na vida de todos nós e que nosso planeta se "desembruteça" com essa energia feminina, doce, fértil e revolucionária.
Faço minhas as palavras da grande Cecília Meireles, em seu texto chamado "Primavera":
"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
...
Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera."
Namastê!
Dani Ferrari
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Sincretismo
Ontem os israelenses comemoraram a chegada do Ano 5.771, ou Rosh Hashaná (Cabeça do ano, em hebraico). A data é comemorada com um feriado de quatro dias que abre um período religioso de dez dias e termina com o Yom Kippur (Dia do Perdão). Conforme noticiado pela Agência Estado, a data foi comemorada em Israel num clima de pessimismo em relação a retomada das negociações diretas de paz com os palestinos, patrocinadas pelos Estados Unidos.
Me interessei pela cultura judaica na adolescência quando era apaixonada pelo meu professor de Filosofia que era judeu. Passava tardes e tardes no Centro Cultural Vergueiro, com a Katia lendo livros e mais livros sobre judaísmo. Me encantei pela religiosidade inerente a este povo, pela história densa e fértil e pela capacidade de preservação ante a tantas perseguições e conflitos.
Este ano tive o prazer de assistir a peça A Alma Imoral, com a magnífica 'judia-budista' Clarice Niskier, numa viagem para dentro de nós mesmos baseada no livro de mesmo nome do rabino Nilton Bonder. De uma certa forma o judaísmo sempre perpassa não só a minha vida, mas a de todos nós, assim como as ondinhas que pulamos no nosso Ano Novo tem sua origem nos cultos aos orixás (Odoya Iemanjá!) e os cânticos de Hosana são cantados em inúmeras igrajas cristãs católicas ou protestantes.
O que estou querendo dizer com tudo isso é que está cada dia mais nítido para mim que religiosidade indepede de religião e que sim, é possível acreditar em Deus ou em Alá ou em Jeová ou em Jesus porque ELE tem tantos nomes quanto o número de línguas que seus filhos falam pela Terra. E que será difícil chegarmos a qualquer acordo entre povos enquanto não nos dermos conta de que somos TODOS irmãos, filhos do mesmo Deus. E que eu não sou melhor do que você, nem minha terra é melhor que a sua porque na minha tem água e na sua petróleo.
Posso estar sendo um pouco visionária, sonhadora, mas prefiro continuar pensando assim e me conectando a outros que pensam desta forma do que passar o resto dos meus dias acham que poderia fazer alguma coisa e sofrendo de frustração por não fazer. Por isso me esforço todos os dias para ser melhor, ao acordar tenho muitas opções, e opto em ser feliz e útil. Temos motivos demais para sermos infelizes, doentes e inconscientes, e eu prefiro fazer a diferença a sucumbir aos apelos do comodismo, da tristeza e da descrença.
Por isso, Feliz Ano Novo judaico a todos os meus irmãos sobre a Terra!
Que possamos comemorar todos os Anos Novos e todos os dias Santos de todos os povos (confiram o calendário que a Ale posta sempre no começo do mês!) e assim teremos muito mais sorrisos do que lágrimas.
Namastê!
Dani Ferrari
Me interessei pela cultura judaica na adolescência quando era apaixonada pelo meu professor de Filosofia que era judeu. Passava tardes e tardes no Centro Cultural Vergueiro, com a Katia lendo livros e mais livros sobre judaísmo. Me encantei pela religiosidade inerente a este povo, pela história densa e fértil e pela capacidade de preservação ante a tantas perseguições e conflitos.
Este ano tive o prazer de assistir a peça A Alma Imoral, com a magnífica 'judia-budista' Clarice Niskier, numa viagem para dentro de nós mesmos baseada no livro de mesmo nome do rabino Nilton Bonder. De uma certa forma o judaísmo sempre perpassa não só a minha vida, mas a de todos nós, assim como as ondinhas que pulamos no nosso Ano Novo tem sua origem nos cultos aos orixás (Odoya Iemanjá!) e os cânticos de Hosana são cantados em inúmeras igrajas cristãs católicas ou protestantes.
O que estou querendo dizer com tudo isso é que está cada dia mais nítido para mim que religiosidade indepede de religião e que sim, é possível acreditar em Deus ou em Alá ou em Jeová ou em Jesus porque ELE tem tantos nomes quanto o número de línguas que seus filhos falam pela Terra. E que será difícil chegarmos a qualquer acordo entre povos enquanto não nos dermos conta de que somos TODOS irmãos, filhos do mesmo Deus. E que eu não sou melhor do que você, nem minha terra é melhor que a sua porque na minha tem água e na sua petróleo.
Posso estar sendo um pouco visionária, sonhadora, mas prefiro continuar pensando assim e me conectando a outros que pensam desta forma do que passar o resto dos meus dias acham que poderia fazer alguma coisa e sofrendo de frustração por não fazer. Por isso me esforço todos os dias para ser melhor, ao acordar tenho muitas opções, e opto em ser feliz e útil. Temos motivos demais para sermos infelizes, doentes e inconscientes, e eu prefiro fazer a diferença a sucumbir aos apelos do comodismo, da tristeza e da descrença.
Por isso, Feliz Ano Novo judaico a todos os meus irmãos sobre a Terra!
Que possamos comemorar todos os Anos Novos e todos os dias Santos de todos os povos (confiram o calendário que a Ale posta sempre no começo do mês!) e assim teremos muito mais sorrisos do que lágrimas.
Namastê!
Dani Ferrari
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Nossa incrível adaptabilidade!
Olá Amores e leitores...
Vocês devem ter visto nos noticiários que desde o início de Agosto, um deslizamento de terra prendeu cerca de 33 homens embaixo da terra, no deserto de Atacama no Chile. Há cerca de 67 metros de profundidade, hoje já recebem ajuda das equipes de resgate, porém a perspectiva de retirada pode demorar mais 02 meses!!
Que sufoco!!
Mas o que mais intriga nisso tudo é a incrível capacidade dessas pessoas ao se organizarem durante todo esse tempo para permanecerem VIVOS lá embaixo.
Por mais que soe como um grande sofrimento, me impressiona de verdade essa capacidade que NÓS, seres humanos temos. Certa vez li uma reportagem sobre adaptação, onde o psicanalista Jorge Forbes, presidente do Instituto da Psicanálise Lacaniana e Diretor da Clínica de psicanálise do Centro do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), explica um pouco disso. Segundo Forbes, somos essencialmente desadaptados ao mundo, pois não existe um único habitat que nos seja absolutamente natural ao ser humano. Os demais seres vivos, em sua maioria, só conseguem viver sob determinada temperatura, ambiente e até pressão atmosférica (ao serem retirados desta situação eles morrem).
É nós, seres humanos temos uma capacidade tamanha de adaptação a diferentes lugares e situações sem que isso provoque um conflito com a nossa vida enquanto civilização.
Algo bem paradoxal, não acham? Pois se não temos um lugar para chamar de nosso, todos os lugares podem ser nossos, certo?
Agora pense em uma situação adversa como esta, vivendo à espera de um resgate há 67 metros do chão, como é possível resistir e lutar pela vida?
Forbes acrescenta que primeiramente a sensação não é boa pois há uma comparação imediata: "o que eu tinha antes era bom, agora está ruim". E é essa recusa no primeiro momento que pode adiar ou até impedir nossa adaptação.Todo estranhamento pode ser superado se não houver medo, pois o medo inibe a curiosidade, é a recusa frente ao novo. Ao vencermos o medo, abrimos um novo horizonte.
Parece com aquelas mensagens lindas que recebemos em power point? Sim... mas é pura verdade.
Afastar o medo moveu os homens embaixo da terra!
Isso vale para qualquer âmbito de nossas vidas: Enfrentar adversidades é algo inerente à nossa existência, uma vez que temos sonhos, projetamos e idealizamos pessoas, situações que nem sempre conseguimos realizar exatamente como tal.
A curiosidade deve ser mais importante do que o conformismo pessoal!
A vida é agora!! Bora pessoal!!
E Força Hermanos, pois se do chão a gente passa, não há limites para nossa VIDA!
Abraços carinhosos e boa semana "curta" para nós!
Alê Gomiero
Vocês devem ter visto nos noticiários que desde o início de Agosto, um deslizamento de terra prendeu cerca de 33 homens embaixo da terra, no deserto de Atacama no Chile. Há cerca de 67 metros de profundidade, hoje já recebem ajuda das equipes de resgate, porém a perspectiva de retirada pode demorar mais 02 meses!!
Que sufoco!!
Mas o que mais intriga nisso tudo é a incrível capacidade dessas pessoas ao se organizarem durante todo esse tempo para permanecerem VIVOS lá embaixo.
Por mais que soe como um grande sofrimento, me impressiona de verdade essa capacidade que NÓS, seres humanos temos. Certa vez li uma reportagem sobre adaptação, onde o psicanalista Jorge Forbes, presidente do Instituto da Psicanálise Lacaniana e Diretor da Clínica de psicanálise do Centro do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), explica um pouco disso. Segundo Forbes, somos essencialmente desadaptados ao mundo, pois não existe um único habitat que nos seja absolutamente natural ao ser humano. Os demais seres vivos, em sua maioria, só conseguem viver sob determinada temperatura, ambiente e até pressão atmosférica (ao serem retirados desta situação eles morrem).
É nós, seres humanos temos uma capacidade tamanha de adaptação a diferentes lugares e situações sem que isso provoque um conflito com a nossa vida enquanto civilização.
Algo bem paradoxal, não acham? Pois se não temos um lugar para chamar de nosso, todos os lugares podem ser nossos, certo?
Agora pense em uma situação adversa como esta, vivendo à espera de um resgate há 67 metros do chão, como é possível resistir e lutar pela vida?
Forbes acrescenta que primeiramente a sensação não é boa pois há uma comparação imediata: "o que eu tinha antes era bom, agora está ruim". E é essa recusa no primeiro momento que pode adiar ou até impedir nossa adaptação.Todo estranhamento pode ser superado se não houver medo, pois o medo inibe a curiosidade, é a recusa frente ao novo. Ao vencermos o medo, abrimos um novo horizonte.
Parece com aquelas mensagens lindas que recebemos em power point? Sim... mas é pura verdade.
Afastar o medo moveu os homens embaixo da terra!
Isso vale para qualquer âmbito de nossas vidas: Enfrentar adversidades é algo inerente à nossa existência, uma vez que temos sonhos, projetamos e idealizamos pessoas, situações que nem sempre conseguimos realizar exatamente como tal.
A curiosidade deve ser mais importante do que o conformismo pessoal!
A vida é agora!! Bora pessoal!!
E Força Hermanos, pois se do chão a gente passa, não há limites para nossa VIDA!
Abraços carinhosos e boa semana "curta" para nós!
Alê Gomiero
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Despedidas e Encontros
Despedir-se é de alguma maneira deixar-se um pouco com alguém, ou com alguma situação. Despedir-se é assim doar-se também, porque há que se desapegar muito para conseguir dizer adeus a pessoas, momentos, condições estabelecidas, apegos e até aos medos, porque os medos que nós conhecemos são mais fáceis de lidar do que os novos medos. Despedir-se é também um luto que deve ser elaborado para que a gente não passe o resto da vida tentando reproduzir aquela situação ou aquela determinada sensação. Despedir-se é um movimento constante porque estamos sempre nos despedindo de alguém, de uma situação, de um trabalho, de uma condição. Nos despedimos da infância, da adolescência, da figura dos pais heróis, dos pais que só têm defeitos, dos amigos inseparáveis, dos colegas de trabalhos, dos amores eternos, dos namorados safados, dos românticos, dos confusos, das tias velhas que se vão partindo, das avós, dos avôs, dos empregos, dos casamentos... estamos sempre nos despedindo...
Mas graças a Deus a conseqüência imediata das despedidas é o encontro! Aliás, só é possível haver encontro se há despedida, afinal, um não existe sem o outro. E que maravilha que é encontrar pessoas novas, ou velhas pessoas novas, novos velhos amigos, ou novos amigos novos mesmo. Reencontros também são encontros em essência. E as coisas novas só chegam porque deixamos espaço vazio para que elas chegassem nos despedindo das antigas... E vêm os novos ares, os novos rumos, os novos amigos, os novos amores, os novos pais, os novos filhos, sobrinhos, parentes, empregos, colegas, amores, namorados, maridos...
Conviver não é fácil, mas é uma delícia. Despedir-se não é fácil, mas é igualmente uma delícia. E encontrar a vida cheinha de possibilidades pela frente, com pessoas velhas e novas, com lembranças antigas e conquistas novas, com todo aquele caminho que já percorremos nos amparando lá atrás e com os pés soltos para correr, andar, parar, pular, ir devagar, voltar ou não, essa liberdade que se sente quando se consegue se despedir de verdade é uma grande delícia! E, pensando bem, temos esta possibilidade todos os dias quando acordamos e temos um dia cheio de possibilidades, novas ou velhas, é só escolher quais queremos encontrar ou nos despedir.
E aproveitando que estamos no começo de setembro, mês em que a primavera vem nos presentear com suas cores e luzes, para contrapor o recolhimento e o frio do inverno, vamos escolher bem nossos próximos passos em relação a o que deixaremos para trás e o que escolheremos encontrar pela frente!
Namastê!
Dani Ferrari
Mas graças a Deus a conseqüência imediata das despedidas é o encontro! Aliás, só é possível haver encontro se há despedida, afinal, um não existe sem o outro. E que maravilha que é encontrar pessoas novas, ou velhas pessoas novas, novos velhos amigos, ou novos amigos novos mesmo. Reencontros também são encontros em essência. E as coisas novas só chegam porque deixamos espaço vazio para que elas chegassem nos despedindo das antigas... E vêm os novos ares, os novos rumos, os novos amigos, os novos amores, os novos pais, os novos filhos, sobrinhos, parentes, empregos, colegas, amores, namorados, maridos...
Conviver não é fácil, mas é uma delícia. Despedir-se não é fácil, mas é igualmente uma delícia. E encontrar a vida cheinha de possibilidades pela frente, com pessoas velhas e novas, com lembranças antigas e conquistas novas, com todo aquele caminho que já percorremos nos amparando lá atrás e com os pés soltos para correr, andar, parar, pular, ir devagar, voltar ou não, essa liberdade que se sente quando se consegue se despedir de verdade é uma grande delícia! E, pensando bem, temos esta possibilidade todos os dias quando acordamos e temos um dia cheio de possibilidades, novas ou velhas, é só escolher quais queremos encontrar ou nos despedir.
E aproveitando que estamos no começo de setembro, mês em que a primavera vem nos presentear com suas cores e luzes, para contrapor o recolhimento e o frio do inverno, vamos escolher bem nossos próximos passos em relação a o que deixaremos para trás e o que escolheremos encontrar pela frente!
Namastê!
Dani Ferrari
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