quarta-feira, 14 de julho de 2010

Espaço Vazio

Estar só me causou um vazio inicialmente interessante, que tratei logo de preencher com compromissos, cinemas, livros, papos, passeios e tudo mais que se costuma fazer quando se sente minimamente livre, seja pela ausência ou partida de um amor ou por um rompimento mesmo.
Mas conforme o tempo foi passando comecei a me sentir inevitavelmente mais perto de uma figura que fugi por muito tempo: eu mesma. Porque de certa forma o vício que tinha em me apaixonar por uma ou várias pessoas por uma ou várias vezes me afastou do que se pode chamar de amor-próprio. De repente percebi que buscava todas as respostas e os estímulos no outro, a ponto de achar que minha vida só teria sentido se eu estivesse com o outro.
Esse sentimento de “nós” é muito próprio da mulher. Não vejo meus amigos homens nem os gays, por exemplo, sofrendo por esta entrega unilateral, quando o ‘um’ do casal passa a viver o ‘dois’ o tempo todo e se esquece de quem é, do que gosta de fazer e até por quem se apaixonou. Porque aos poucos vamos nos tornando a outra pessoa e sem perceber perdemos o interesse em nós, em nossa vida, e assim muitos relacionamentos acabam: porque um ou o outro não foi capaz de se preservar.
Neste ponto acho que os homens são mais ”‘individualistas”, mas no melhor sentido da palavra, porque mesmo amando profundamente nunca deixam de gostar de seu video-game, do seu futebol, da sua cerveja com os amigos ou de simplesmente de tomar um banho e fazer a barba sem pensar no que seu amor está fazendo naquele momento.
É engraçado pensar em tudo isso e perceber que somos todos tão parecidos... até mesmo quando achamos que somos diferentes.
Hoje estou num espaço entre o eu e o outro, que não está mais ali, e que me causa um estranhamento não pela ausência do outro, mas pela minha presença neste espaço que não era meu. Ou pelo menos que eu julgava que não era.
Porque, em verdade, somos tão livre quando escolhermos ser sim! E isso não é discurso, é um sentimento sutil e dolorido de uma mulher que se julgava moderna e livre o suficiente para amar e descobriu que quase se tornou uma velha-ranzinza-gorda-e-chata porque se acomodou no título de “namorada estável”, e deixou-se perder pelo caminho.
Por sorte a vida tem dessas surpresas e as vezes uma situação dessas pode ser resolvida de uma forma inusitada e fantástica. Não importa o quanto doa ou o rumo que as coisas vão tomar daqui pra frente. Se enxergar sem culpas, sem medos e sem julgamentos não tem preço!
Por isso eu digo a vocês: vale a pena mexer no que está estabelecido sim e no que está acomodado principalmente! Porque o movimento é a única estabilidade que mantêm o universo vivo. Não há vida sem movimento, portanto não há vida na estagnação.
Por isso estou aqui, dançando com as palavras, para manter o movimento e continuar viva!


Namastê!

Dani Ferrari

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Encantadora Fúria

Olá amores e leitores,

Uma semana novinha se inicia com a notícia da conquista inédita da Fúria Espanhola no mundial da África do Sul!
Uma seleção que sempre mostrou força, garra e arte mostrou que o que tem que acontecer pode demorar, mas acontece!
Amor, Beleza e Respeito fizeram os Espanhóis erguerem a taça com honras e méritos! Vamos descobrir a Fúria que há em cada um de nós!
Deixo a letra de uma música que amo e convido à todos a ler e en"cantar" comigo. Vem?
Um beijo carinhoso e boa semana!
Alê Gomiero 


Brincar de Viver

Intéprete: Maria Bethânia
Composição: Guilherme Arantes


Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer!

Você verá que é mesmo assim, quea história não tem fim,
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação,
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não,

E eu desejo amaaaar todos que eu cruzar pelo meu caminho...
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz,
Quem andar comigo...

Vem!


Lá - lá - lá- lá - lá...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O que fazer com uma noite mal dormida?


Sabe aquela noite, em que todos os maus pensamentos invadem sua cabeça na madrugada e você precisa descansar para estar bem no dia seguinte?

Sim, tive ontem uma noite dessas. Inútil aparentemente. E porque aparentemente? Porque tudo é possível de se entender quando realmente temos disposição para tanto. Não sou feita só de pensamentos bons e boas ações, e não é fácil reconhecer isso. Vira e mexe me deparo com isso, como se algo estivesse remexendo dentro de mim.

Por isso considero aparentemente inútil. Inútil porque maus pensamentos me fazem gastar uma energia absolutamente improdutiva, estagnam, paralizam, rotulam as pessoas ao meu redor. Aparentemente porque ao perceber e aceitar o que realmente sinto, independentemente do que seja, produzo autoconhecimento. É um movimento constante em nossa existência. Ao entrar em contato comigo posso guiar melhor as atitudes, mudar a direção sempre que quiser e que achar necessário, manter o que me faz bem e evoluir a cada dia como Ser Humano.

Ah, e não necessariamente nessa ordem, já que o autoconhecimento também pode produzir noites mal dormidas, aparentemente. Ok: Não é necessário ter 30 anos para buscar a si mesmo, basta escolher fazê-lo. E pedir ajuda não é sinal de fraqueza, e sim de força interior.

Quer tentar? Experimente eliminar a palavra culpa do seu vocabulário e use RESPONSABILIDADE. Soa mais forte, mais inspirador não acha? Chame para si a sua busca e ao digerir os fatos procure fazê-lo em silêncio. Sair falando para todo mundo é como brincar de telefone sem fio, a informação se perde no caminho, você não entende o que te passaram e passa adiante o que não entendeu.

Invista sua energia no que realmente sentir que vale a pena, faça a vida andar para frente!

Minha noite mal dormida não recuperarei mais… mas meus pensamentos bons SIM!

Um abraço bem forte,

Alê Gomiero

terça-feira, 6 de julho de 2010

O centro do Desafio


Hoje andando pela rua , onde fui resolver algumas burocracias cotidianas, me lembrei que quando era pequena eu adorava assistir no telejornal ou em qualquer programa de TV, imagens do centro da cidade, onde aquele bando de gente atravessava a rua ... eu ficava pensando que só podia me considerar uma pessoa (na época eu dizia ser do povo) se um dia eu também atravessasse aquela rua cheia de gente igualzinho na TV. Não demorou muito e eu estava lá, no centro da cidade, mais precisamente no Anhangabaú, atravessando aquela rua. Pra mim foi inesquecível, senti que eu era parte da cidade, como se fosse de fato “alguém”. Tinha assim me tornado uma pessoa. Isso me fez querer mais, quis aprender os nomes das ruas, aprender a andar por elas sem me perder, pois uma vez ouvi minha avó dizendo aos meus primos, que quando se aprende à andar no centro da cidade, se aprende andar em qualquer lugar. Mas isso era uma coisa de meninos, por isso eu ouvi escondida. E fiquei com aquilo na cabeça. E transformei isso em desafio, no meu desafio particular. Não disse pra ninguém, mas conforme fui crescendo e saindo de casa sozinha ia para o centro da cidade só para andar pelas ruas e aprender seus caminhos. Consegui, entendi como funcionava o tal centro da cidade. E conforme os anos fui descobrindo que eu também possuía um “centro da cidade”, e que transitar por ele seria meu desafio particular pro resto da vida. Também entendi porque minha avó dizia ser uma “coisa de meninos” porque o desafio deles também seria eterno. Transitar pelas ruas, por nossas ruas seria ainda mais difícil. Continuei minha caminhada com um suspiro bem longo, com gosto de ontem , intensidade de hoje e vontade de amanhã. Isso é de fato um desafio particular....

Beijos Katia

sexta-feira, 2 de julho de 2010

5X30 Ligia Fernandes


Olá!

Antes de me apresentar quero registrar que é um prazer enorme poder participar deste blog com minhas amigas queridas, Alê, Amanda, Dani e Kátia, e um grande desafio (vocês nem imaginam!) escrever textos para compartilhar com todos. Na verdade, só de compartilhar com elas eu já fico totalmente insegura e ansiosa, mas não poderia deixar passar essa oportunidade.

Pra facilitar esse início e depois eu não achar que o texto ficou tão ridículo (pois um pouquinho eu sei que vou achar...), vou fazer de um jeito bem solto e de uma forma que estou bem acostumada a colocar idéias no papel: por itens.

- meu nome é Ligia Fernandes;

- não consigo falar sério por muito tempo, então, escrever não é diferente;

- nasci e cresci no Jardim da Glória, São Paulo/SP;

- tenho três irmãos que são um barato;

- estudei a vida inteira na escola estadual Professor Roldão (“Entra burro e sai ladrão”) Lopes de Barros;

- disperso-me facilmente e não deixo de curtir uma piada (as professoras e colegas de trabalho que o digam);

- apesar do ar de “descontração”:p), sempre fui muito caseira – desde pequena ficava as tardes em casa com minha mãe (ou com a Dona Neide, minha “avó postiça”) numa boa, comendo pão com requeijão e leite com achocolatado, chegando, às vezes, a pedir pra falarem para os amigos da minha rua que eu não poderia sair pra brincar porque estava fazendo lição, estava doente ou porque não estava em casa mesmo (“Fala que eu num tô!” Ahahah!);

- não acho isso bonito nem muito menos vantajoso, mas, como gosto de ficar em casa, sempre vi muita televisão, então toda hora fico lembrando de um monte de coisas, nomes, imagens, lugares, filmes, novelas, desenhos, personagens, músicas que vi e revi esses anos todos, principalmente as consideradas toscas – as minhas preferidas;

- adoro música – vivo direta ou indiretamente dela;

- adoro pizza, lasanha e misto quente;

- adoro escrever em itens;

- adoro ficar lembrando das coisas do passado, de histórias da família e dos momentos vividos com os amigos;

- prefiro outono e primavera a inverno e verão;

- quando envelhecer quero ser uma “coroa da hora”, que fala besteira, que vai pro baile, que é pau pra toda obra e (por que não?) que é participante “café com leite” de provas esportivas! Ahahahah! Já pensou, que legal? “Ligia, 70 anos de idade, completa mais um Iron Man no Havaí!” Ahahah!

Tudo bem, desculpem a viagem, mas se esse último item servir pra eu dar umas boas risadas quando eu ler isso com minhas amigas por volta de 2050, já valeu a pena!

Obrigada por me acompanhar até aqui!


PS: Pulei um monte de coisa importante, mas a gente vai contando aos poucos.

4X30 Katia Naiane


Oi Eu sou a Katia, tenho 30 anos e pretendo usar estas linhas para traçar mais ou menos um perfil . Geralmente quando me pedem, em qualquer lugar ou situação, para eu falar um pouco de mim mesma….dançou… eu travo… sei lá parece que me perguntaram sobre algum tratado filosófico. Bem, já estou enrolando de novo pra escrever. 

Então lá vai: Sou atriz, amo muitooooo estar no palco. Indescritível. Sou casada, e ele é lindo de todas as maneiras. Adoro amar. Amo minhas amigas, bater papo, falar muita besteira, rir então nem se fala. Adoro uma zoeira, faço piada com tudo, piada infame , deboche, olhar significativos, principalmente quando não dá pra falar nada no momento…rsrsrs. Vc dá aquela olhadinha básica pronto, já se instaurou a bagaça. Sou completamente movida à música. Adoro todos os tipos. 

Tenho música pra tudo. Desde música pra chorar, como música pra andar com cara de mulher decidida em plena Av. Paulista. Ponho o fone no ouvido, ligo o Ipod …. E lá vou eu… só no carão…hehehe. Amo chocolate, quando era pequena minha mãe escondia o chocolate, eu ia lá e achava, comia tudo e não sobrava pra ninguém. Hoje em dia eu sou mais controlada , até porque conforme o tempo passa a gente começa pensar mais na saúde entre outras coisas. Amo café da manhã…não dá pra passar sem um café com leite, umas torradas, eita! 

Impossível sair de casa sem tomar. Gosto de preparar e principalmente de comer,né? Adoro sair, bater uma perna… ir ao teatro, ao cinema (principalmente sessão depois das 23hs). Passar a noite acordada jogando video game com meu marido (sim, eu sei que já passei dos 13 anos…). Enfim sou bem animada. Lógico que tem a parte mais calma, como quando fico em casa de pantufas no computador, ou quando sinto saudades da minha mãe (que hoje em dia olha por mim de outro modo). Acredito em anjos, santos, protetores, amigos, no amor e tudo o mais.

3X30 Dani Ferrari


Meu nome é Daniela Ferrari,mas gosto de ser chamada de Dani.
Gosto de escrever em estrofes porquea poesia me ajuda a organizar as idéias.
Sou empresária por circunstância,atriz e professora por formação.
Mas nasci mesmo para ser Musa.
Ainda não faço exatamente o que amo, mas amo tudo que faço. Pelo menos tento com todas as forças.

Amo poetas, filósofos, escritores, intelectuais, pensadores e pessoas normais.
Não acho ninguém normal.
Amo mitologia, alquimia, astrologia, parábolas, épicos, clássicos e romances.
Gosto de ver a vida com uma bruma de encantamento.
Gosto de suspirar.

Me auto intitulava “alma transbordante” na adolescência, usava roupas coloridas, me apaixonava com a mesma facilidade que trocava de roupa e foi neste período que conheci estas meninas.
Este reencontro para mim tem sabor de resgate porque fui me perdendo pelo caminho com as responsabilidades, as frustrações e as perdas, principalmente a do meu pai.

Nunca fui magra, mas sempre me acho magra nas fotos dos anos anteriores.
Sou vegetariana, amo doce, massa, pipoca e berinjela.

Prefiro as pessoas aos animais.
Ainda tenho fé na bondade sobre a maldade.
Não gosto de fazer contas nem planilhas.
Amo meditar, falar, rezar e beijar.
na mesma medida amo ser surpreendida, compreendida,
admirada, instável, responsável e amorosa.