Desde segunda-feira tenho percebido que os dias estão mais longos, com o sol ainda batendo à minha janela em plena 6 horas da tarde. Porque desde o outono percebia que o dia não chegava mais ao final, terminava antes. E aquilo me dava uma tristeza tão grande... tristeza não, um vazio mesmo, como se os dias dentro de mim também estivessem ficando mais curtos, mais corridos, menos divertidos.
Agora, em pleno inverno de um mês de julho, observo os dias maiores e sinto em mim um pouco mais de luz em meio aos afazeres do dia a dia. Lembro que quando era pequena achava os dias intermináveis, nunca dava tempo de preencher toda aquela luz com as brincadeiras, estudos, desenhos nas nuvens, conversas, risadas, diários, papéis de carta, figurinhas e diversão, muita diversão! Lembro que até os 10 anos, quando fiquei mocinha e pude assistir ao comecinho do Fantástico naquele domingo fatídico, ia dormir todos os dias as 8 da noite, exausta! Depois que cresci, durante um bom tempo, achei os dias escuros demais para fazer qualquer coisa que não fosse trabalhar e pagar contas.
E hoje neste inverno mágico e intrigante acho tempo de sobra para trabalhar, pagar as contas, brincar, estudar, conversar, dar risadas e me divertir muito com tudo isso! Na verdade acho que acabei de perceber uma coisa: só estou me divertindo com o que tenho para fazer exatamente como fazia quando era criança... Por que a gente complica as coisas, né?
Bom, que possamos sempre nos divertir com os nossos dias, sejam eles curtos, longos, frios, quentes, chuvosos ou secos.
Namastê!
Dani Ferrari
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Malandragem
Já passava das 20:00hs de ontem quando eu e o Paulo (meu amado namorado) voltávamos do curso de inglês. Em Julho, período de férias escolares, as ruas parecem ficar mais vazias, mas a linda noite em quarto crescente convidava para uma caminhada a dois.
Descendo pelas ruas do bairro da Vila Mariana, nos despedimos em uma das esquinas sob a recomendação de todas as noites em que nos vemos: “Amor, vai com cuidado e assim que chegar em casa me ligue ok?”.
Ele seguiu para sua casa e eu segui para minha, na região da Vila Olímpia.
Descendo a pé, avistei 02 meninos em uma esquina, parados e encostados no poste que indica os nomes das ruas Pedro de Toledo e Otonis. Me mediram, cochicharam e pensei comigo: “Xi, boa coisa não é... Ow Ale, olhe o preconceito, são dois meninos, que horror! Esse mundo está perdido mesmo, desconfiamos da própria sombra e as vezes à toa!
Continuei caminhando cantando em voz alta, rsrs, comecei por Samurai do Djavan, e depois Malandragem da Cássia Eller. Cantar enquanto ando é um hábito meu, até porque assim, parecendo que estou falando sozinha, rsrs, é bem como o ditado diz: "Quem canta os males espanta!"
Ao chegar na Avenida Ibirapuera, próximo ao Parque das bicicletas (região inclusive pouco iluminada) os 02 meninos me abordam correndo: “Entrega a bolsa!” e eu “Mas eu não tenho nada, o que vocês querem? Comida? Dinheiro?” “A bolsa dona, dá a bolsa senão nóis te fura!” Já ofegante, ainda assim tentei negociar, mas um deles encostou um objeto em mim que não sabia ser verdadeiro ou não, nem quis pagar para ver. Entreguei a mochila, onde havia apenas (acreditem se quiser) meu material do curso de inglês, meu bilhete único de estudante e meu RG.
Ao ver os dois correndo com a minha mochila na mão, como num golpe de coragem e de indignação, me pus a correr atrás deles gritando por toda Avenida Ibirapuera: “Polícia, polícia, policiaaaaaaaaa!! Parem esses dois, eles levaram minha mochila, policiaaaaaaaa!!”
Não sei se pelo baixo movimento ou se pela força da minha voz, ecoava pelo bairro inteiro meu clamor!
Foi então que aconteceu algo que me deixou muito, mas muito surpreendida – um rapaz, cidadão comum que seguia para sua casa depois de um dia de trabalho parou ou meninos, pegou minha mochila e o revólver de plástico que estava com eles. Cheguei segundos depois, juntamente com 02 carros de mais 02 cidadãos comuns que encostaram seus carros no meio fio para me ajudarem. O rapaz que os abordou primeiro ao me ver perguntou: “É sua essa mochila?” e prontamente respondi “Sim, eles me abordaram lá na frente do parque das bicicletas.”
Com a maior cara de pau, negaram o tempo todo ter tomado a mochila de mim, afirmando que um homem havia deixado cair no chão, por isso pegaram. Eu olhei bem na cara deles e disse: “Vão estudaaar, vão pra escola, pra ser alguém tem que estudar!!”
Tomados de raiva, os rapazes acuaram os meninos contra o muro, cutucaram, deram tapas na cara dos meninos, joelhadas na bunda deles, um deles tentando me acalmar me deu seu cartão dizendo ser advogado caso eu precisasse de algo.
Fizeram um mutirão gritando para que a viatura de polícia que passava parasse e eu fizesse a ocorrência.
A essa altura, juro mesmo, não sabia mais se eu sentia raiva ou dó dos meninos...
Eles não conseguiram levar nada, fui mais rápida. Acho que participar de maratonas me ajudou a correr tanto!
O Policial então deixou que eu escolhesse o que fazer: liberar os meninos ou ir até a delegacia e registrar a ocorrência, sob a ressalva:
“Sinceramente Dona Alessandra, são menores, não utilizaremos de violência com eles e eles não conseguiram efetivamente furtar a senhora. Não vai dar em nada.”
Deprimente. Indignante. Respirando fundo e devagar fui recuperando o estado normal. Policial me ofereceu carona ate a minha casa, mas recusei. Agradeci, atravessei a rua, entrei no primeiro ônibus que vi e fui embora com a minha mochila.
Lamentável vivenciar o que já percebemos há muito tempo, nosso mundo está doente… Que mundo estamos deixando para nossas crianças? Que crianças estamos deixando para o mundo? Que raio de problema social é esse que parece não ter solução?
EDUCAÇÃO é o nome dessa solução E-DU-CA-ÇÃO!
E de verdade? Termino aqui o meu B.O cantando de onde parei a música que eu estava cantando antes de tudo isso acontecer, desejando de coração que o destino desses meninos seja melhor.
Abraços fortes,
Alê Gomiero
“Eu só peço a Deus um pouco de Malandragem, pois sou criança e não conheço a verdade, eu sou o poeta e não aprendi a amar. Quem sabe ainda sou uma garotinha…”
Descendo pelas ruas do bairro da Vila Mariana, nos despedimos em uma das esquinas sob a recomendação de todas as noites em que nos vemos: “Amor, vai com cuidado e assim que chegar em casa me ligue ok?”.
Ele seguiu para sua casa e eu segui para minha, na região da Vila Olímpia.
Descendo a pé, avistei 02 meninos em uma esquina, parados e encostados no poste que indica os nomes das ruas Pedro de Toledo e Otonis. Me mediram, cochicharam e pensei comigo: “Xi, boa coisa não é... Ow Ale, olhe o preconceito, são dois meninos, que horror! Esse mundo está perdido mesmo, desconfiamos da própria sombra e as vezes à toa!
Continuei caminhando cantando em voz alta, rsrs, comecei por Samurai do Djavan, e depois Malandragem da Cássia Eller. Cantar enquanto ando é um hábito meu, até porque assim, parecendo que estou falando sozinha, rsrs, é bem como o ditado diz: "Quem canta os males espanta!"
Ao chegar na Avenida Ibirapuera, próximo ao Parque das bicicletas (região inclusive pouco iluminada) os 02 meninos me abordam correndo: “Entrega a bolsa!” e eu “Mas eu não tenho nada, o que vocês querem? Comida? Dinheiro?” “A bolsa dona, dá a bolsa senão nóis te fura!” Já ofegante, ainda assim tentei negociar, mas um deles encostou um objeto em mim que não sabia ser verdadeiro ou não, nem quis pagar para ver. Entreguei a mochila, onde havia apenas (acreditem se quiser) meu material do curso de inglês, meu bilhete único de estudante e meu RG.
Ao ver os dois correndo com a minha mochila na mão, como num golpe de coragem e de indignação, me pus a correr atrás deles gritando por toda Avenida Ibirapuera: “Polícia, polícia, policiaaaaaaaaa!! Parem esses dois, eles levaram minha mochila, policiaaaaaaaa!!”
Não sei se pelo baixo movimento ou se pela força da minha voz, ecoava pelo bairro inteiro meu clamor!
Foi então que aconteceu algo que me deixou muito, mas muito surpreendida – um rapaz, cidadão comum que seguia para sua casa depois de um dia de trabalho parou ou meninos, pegou minha mochila e o revólver de plástico que estava com eles. Cheguei segundos depois, juntamente com 02 carros de mais 02 cidadãos comuns que encostaram seus carros no meio fio para me ajudarem. O rapaz que os abordou primeiro ao me ver perguntou: “É sua essa mochila?” e prontamente respondi “Sim, eles me abordaram lá na frente do parque das bicicletas.”
Com a maior cara de pau, negaram o tempo todo ter tomado a mochila de mim, afirmando que um homem havia deixado cair no chão, por isso pegaram. Eu olhei bem na cara deles e disse: “Vão estudaaar, vão pra escola, pra ser alguém tem que estudar!!”
Tomados de raiva, os rapazes acuaram os meninos contra o muro, cutucaram, deram tapas na cara dos meninos, joelhadas na bunda deles, um deles tentando me acalmar me deu seu cartão dizendo ser advogado caso eu precisasse de algo.
Fizeram um mutirão gritando para que a viatura de polícia que passava parasse e eu fizesse a ocorrência.
A essa altura, juro mesmo, não sabia mais se eu sentia raiva ou dó dos meninos...
Eles não conseguiram levar nada, fui mais rápida. Acho que participar de maratonas me ajudou a correr tanto!
O Policial então deixou que eu escolhesse o que fazer: liberar os meninos ou ir até a delegacia e registrar a ocorrência, sob a ressalva:
“Sinceramente Dona Alessandra, são menores, não utilizaremos de violência com eles e eles não conseguiram efetivamente furtar a senhora. Não vai dar em nada.”
Deprimente. Indignante. Respirando fundo e devagar fui recuperando o estado normal. Policial me ofereceu carona ate a minha casa, mas recusei. Agradeci, atravessei a rua, entrei no primeiro ônibus que vi e fui embora com a minha mochila.
Lamentável vivenciar o que já percebemos há muito tempo, nosso mundo está doente… Que mundo estamos deixando para nossas crianças? Que crianças estamos deixando para o mundo? Que raio de problema social é esse que parece não ter solução?
EDUCAÇÃO é o nome dessa solução E-DU-CA-ÇÃO!
E de verdade? Termino aqui o meu B.O cantando de onde parei a música que eu estava cantando antes de tudo isso acontecer, desejando de coração que o destino desses meninos seja melhor.
Abraços fortes,
Alê Gomiero
“Eu só peço a Deus um pouco de Malandragem, pois sou criança e não conheço a verdade, eu sou o poeta e não aprendi a amar. Quem sabe ainda sou uma garotinha…”
terça-feira, 20 de julho de 2010
20 de Julho - Dia do Amigo!
Bom dia amores e leitores,
Hoje é o Dia do Amigo!
Adotado em Buenos Aires pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro inspirado na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, por considerar a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo.
Assim, durante um ano, O argentino divulgou O lema "meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro" e gradualmente foi adotado em outras partes do mundo. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).
Ai... sinto que há tanta coisa para escrever para amigas como vocês… nem sei por onde começo, rsrs!
Acho que um bom começo é dizer OBRIGADA, por me escolherem, por me chamarem de AMIGA!
Em meio a uma época louca, onde tudo é pra ontem, as relações se virtualizaram, as opiniões se enrijeceram, e a razão nos domina como é bom sentir que ainda há ternura, carinho, amor, diversão entre a gente.
Já vivemos tantas coisas, das mais intensas à mais comuns, dos momentos em que estivemos distantes umas das outras aos que estivemos mais próximas, é assim… é vida que segue…
Dividimos e somamos tantos sonhos, desejos, ora concordando umas com as outras, numa espécie de sintonia indescritível, ora discordando totalmente, parcialmente, discutindo ou calando também.
Somos a família que escolhemos, com os defeitos e qualidades que cada uma de nós tem, é tão lindo! Não precisa mudar…
Esse argentino tem razão, às vocês minhas amigas, mestres, discípulas, companheiras, um abraço bem forte, daqueles que nos tira o ar e ao buscá-lo de novo, escorre dos nossos olhos o sentimento materializado seguido de uma risada forte e muito gostosa!
Vocês são Lindas!! AMO VOCÊS!! Muito obrigada!!
Muitos Abraços apertados, com Amor,
Alê Gomiero
É Tão Lindo
A Turma do Balão Mágico
Composição: Al Kasha/Joel Hirschhorn/Edgard Poças
Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
-Parece meio estranho, hein!
-Rum!
Também um bico de pato
E um jeitão de sabiá...
Mas se é amigo
Não precisa mudar
É tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro
Difícil é a gente explicar
Que é tão lindo...
Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
-E orelhas de camelo, né tio?
-É!
Mas se é amigo de fato
A gente deixa como ele está...
É tão lindo!
Não precisa mudar
É tão lindo!
É tão bom se gostar
E eu adoro!
É claro!
Bom mesmo é a gente encontrar
Um bom amigo...
São os sonhos verdadeiros
Quando existe amor
Somos grandes companheiros
Os três mosqueteiros
Como eu vi no filme...
É tão lindo!
Não precisa mudar
É tão lindo!
Deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu!
Nós e você!
Vocês e eu!
E é tão lindo!...
-Tio!
-Heim!
-É legal ter um amigo, né?
-É maravilhoso
Mesmo que ele tenha
Bigodes de foca
E até um nariz de tamanduá
-E orelhas de camelo tio, lembra?
-Orelhas de camelo?
-É tio!
-É mesmo, orelhas de camelo!
Mas é um amigo, não é?
-É!
-Então não se deve mudar!
Hoje é o Dia do Amigo!
Adotado em Buenos Aires pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro inspirado na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, por considerar a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo.
Assim, durante um ano, O argentino divulgou O lema "meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro" e gradualmente foi adotado em outras partes do mundo. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).
Ai... sinto que há tanta coisa para escrever para amigas como vocês… nem sei por onde começo, rsrs!
Acho que um bom começo é dizer OBRIGADA, por me escolherem, por me chamarem de AMIGA!
Em meio a uma época louca, onde tudo é pra ontem, as relações se virtualizaram, as opiniões se enrijeceram, e a razão nos domina como é bom sentir que ainda há ternura, carinho, amor, diversão entre a gente.
Já vivemos tantas coisas, das mais intensas à mais comuns, dos momentos em que estivemos distantes umas das outras aos que estivemos mais próximas, é assim… é vida que segue…
Dividimos e somamos tantos sonhos, desejos, ora concordando umas com as outras, numa espécie de sintonia indescritível, ora discordando totalmente, parcialmente, discutindo ou calando também.
Somos a família que escolhemos, com os defeitos e qualidades que cada uma de nós tem, é tão lindo! Não precisa mudar…
Esse argentino tem razão, às vocês minhas amigas, mestres, discípulas, companheiras, um abraço bem forte, daqueles que nos tira o ar e ao buscá-lo de novo, escorre dos nossos olhos o sentimento materializado seguido de uma risada forte e muito gostosa!
Vocês são Lindas!! AMO VOCÊS!! Muito obrigada!!
Muitos Abraços apertados, com Amor,
Alê Gomiero
É Tão Lindo
A Turma do Balão Mágico
Composição: Al Kasha/Joel Hirschhorn/Edgard Poças
Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
-Parece meio estranho, hein!
-Rum!
Também um bico de pato
E um jeitão de sabiá...
Mas se é amigo
Não precisa mudar
É tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro
Difícil é a gente explicar
Que é tão lindo...
Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
-E orelhas de camelo, né tio?
-É!
Mas se é amigo de fato
A gente deixa como ele está...
É tão lindo!
Não precisa mudar
É tão lindo!
É tão bom se gostar
E eu adoro!
É claro!
Bom mesmo é a gente encontrar
Um bom amigo...
São os sonhos verdadeiros
Quando existe amor
Somos grandes companheiros
Os três mosqueteiros
Como eu vi no filme...
É tão lindo!
Não precisa mudar
É tão lindo!
Deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu!
Nós e você!
Vocês e eu!
E é tão lindo!...
-Tio!
-Heim!
-É legal ter um amigo, né?
-É maravilhoso
Mesmo que ele tenha
Bigodes de foca
E até um nariz de tamanduá
-E orelhas de camelo tio, lembra?
-Orelhas de camelo?
-É tio!
-É mesmo, orelhas de camelo!
Mas é um amigo, não é?
-É!
-Então não se deve mudar!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Espaço Vazio
Estar só me causou um vazio inicialmente interessante, que tratei logo de preencher com compromissos, cinemas, livros, papos, passeios e tudo mais que se costuma fazer quando se sente minimamente livre, seja pela ausência ou partida de um amor ou por um rompimento mesmo.
Mas conforme o tempo foi passando comecei a me sentir inevitavelmente mais perto de uma figura que fugi por muito tempo: eu mesma. Porque de certa forma o vício que tinha em me apaixonar por uma ou várias pessoas por uma ou várias vezes me afastou do que se pode chamar de amor-próprio. De repente percebi que buscava todas as respostas e os estímulos no outro, a ponto de achar que minha vida só teria sentido se eu estivesse com o outro.
Esse sentimento de “nós” é muito próprio da mulher. Não vejo meus amigos homens nem os gays, por exemplo, sofrendo por esta entrega unilateral, quando o ‘um’ do casal passa a viver o ‘dois’ o tempo todo e se esquece de quem é, do que gosta de fazer e até por quem se apaixonou. Porque aos poucos vamos nos tornando a outra pessoa e sem perceber perdemos o interesse em nós, em nossa vida, e assim muitos relacionamentos acabam: porque um ou o outro não foi capaz de se preservar.
Neste ponto acho que os homens são mais ”‘individualistas”, mas no melhor sentido da palavra, porque mesmo amando profundamente nunca deixam de gostar de seu video-game, do seu futebol, da sua cerveja com os amigos ou de simplesmente de tomar um banho e fazer a barba sem pensar no que seu amor está fazendo naquele momento.
É engraçado pensar em tudo isso e perceber que somos todos tão parecidos... até mesmo quando achamos que somos diferentes.
Hoje estou num espaço entre o eu e o outro, que não está mais ali, e que me causa um estranhamento não pela ausência do outro, mas pela minha presença neste espaço que não era meu. Ou pelo menos que eu julgava que não era.
Porque, em verdade, somos tão livre quando escolhermos ser sim! E isso não é discurso, é um sentimento sutil e dolorido de uma mulher que se julgava moderna e livre o suficiente para amar e descobriu que quase se tornou uma velha-ranzinza-gorda-e-chata porque se acomodou no título de “namorada estável”, e deixou-se perder pelo caminho.
Por sorte a vida tem dessas surpresas e as vezes uma situação dessas pode ser resolvida de uma forma inusitada e fantástica. Não importa o quanto doa ou o rumo que as coisas vão tomar daqui pra frente. Se enxergar sem culpas, sem medos e sem julgamentos não tem preço!
Por isso eu digo a vocês: vale a pena mexer no que está estabelecido sim e no que está acomodado principalmente! Porque o movimento é a única estabilidade que mantêm o universo vivo. Não há vida sem movimento, portanto não há vida na estagnação.
Por isso estou aqui, dançando com as palavras, para manter o movimento e continuar viva!
Namastê!
Dani Ferrari
Mas conforme o tempo foi passando comecei a me sentir inevitavelmente mais perto de uma figura que fugi por muito tempo: eu mesma. Porque de certa forma o vício que tinha em me apaixonar por uma ou várias pessoas por uma ou várias vezes me afastou do que se pode chamar de amor-próprio. De repente percebi que buscava todas as respostas e os estímulos no outro, a ponto de achar que minha vida só teria sentido se eu estivesse com o outro.
Esse sentimento de “nós” é muito próprio da mulher. Não vejo meus amigos homens nem os gays, por exemplo, sofrendo por esta entrega unilateral, quando o ‘um’ do casal passa a viver o ‘dois’ o tempo todo e se esquece de quem é, do que gosta de fazer e até por quem se apaixonou. Porque aos poucos vamos nos tornando a outra pessoa e sem perceber perdemos o interesse em nós, em nossa vida, e assim muitos relacionamentos acabam: porque um ou o outro não foi capaz de se preservar.
Neste ponto acho que os homens são mais ”‘individualistas”, mas no melhor sentido da palavra, porque mesmo amando profundamente nunca deixam de gostar de seu video-game, do seu futebol, da sua cerveja com os amigos ou de simplesmente de tomar um banho e fazer a barba sem pensar no que seu amor está fazendo naquele momento.
É engraçado pensar em tudo isso e perceber que somos todos tão parecidos... até mesmo quando achamos que somos diferentes.
Hoje estou num espaço entre o eu e o outro, que não está mais ali, e que me causa um estranhamento não pela ausência do outro, mas pela minha presença neste espaço que não era meu. Ou pelo menos que eu julgava que não era.
Porque, em verdade, somos tão livre quando escolhermos ser sim! E isso não é discurso, é um sentimento sutil e dolorido de uma mulher que se julgava moderna e livre o suficiente para amar e descobriu que quase se tornou uma velha-ranzinza-gorda-e-chata porque se acomodou no título de “namorada estável”, e deixou-se perder pelo caminho.
Por sorte a vida tem dessas surpresas e as vezes uma situação dessas pode ser resolvida de uma forma inusitada e fantástica. Não importa o quanto doa ou o rumo que as coisas vão tomar daqui pra frente. Se enxergar sem culpas, sem medos e sem julgamentos não tem preço!
Por isso eu digo a vocês: vale a pena mexer no que está estabelecido sim e no que está acomodado principalmente! Porque o movimento é a única estabilidade que mantêm o universo vivo. Não há vida sem movimento, portanto não há vida na estagnação.
Por isso estou aqui, dançando com as palavras, para manter o movimento e continuar viva!
Namastê!
Dani Ferrari
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Encantadora Fúria
Olá amores e leitores,
Uma semana novinha se inicia com a notícia da conquista inédita da Fúria Espanhola no mundial da África do Sul!
Uma seleção que sempre mostrou força, garra e arte mostrou que o que tem que acontecer pode demorar, mas acontece!
Amor, Beleza e Respeito fizeram os Espanhóis erguerem a taça com honras e méritos! Vamos descobrir a Fúria que há em cada um de nós!
Deixo a letra de uma música que amo e convido à todos a ler e en"cantar" comigo. Vem?
Um beijo carinhoso e boa semana!
Alê Gomiero
Brincar de Viver
Intéprete: Maria Bethânia
Composição: Guilherme Arantes
Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não
Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer!
Você verá que é mesmo assim, quea história não tem fim,
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação,
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não,
E eu desejo amaaaar todos que eu cruzar pelo meu caminho...
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz,
Quem andar comigo...
Vem!
Lá - lá - lá- lá - lá...
Uma semana novinha se inicia com a notícia da conquista inédita da Fúria Espanhola no mundial da África do Sul!
Uma seleção que sempre mostrou força, garra e arte mostrou que o que tem que acontecer pode demorar, mas acontece!
Amor, Beleza e Respeito fizeram os Espanhóis erguerem a taça com honras e méritos! Vamos descobrir a Fúria que há em cada um de nós!
Deixo a letra de uma música que amo e convido à todos a ler e en"cantar" comigo. Vem?
Um beijo carinhoso e boa semana!
Alê Gomiero
Brincar de Viver
Intéprete: Maria Bethânia
Composição: Guilherme Arantes
Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não
Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer!
Você verá que é mesmo assim, quea história não tem fim,
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação,
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não,
E eu desejo amaaaar todos que eu cruzar pelo meu caminho...
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz,
Quem andar comigo...
Vem!
Lá - lá - lá- lá - lá...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O que fazer com uma noite mal dormida?
Sabe aquela noite, em que todos os maus pensamentos invadem sua cabeça na madrugada e você precisa descansar para estar bem no dia seguinte?Sim, tive ontem uma noite dessas. Inútil aparentemente. E porque aparentemente? Porque tudo é possível de se entender quando realmente temos disposição para tanto. Não sou feita só de pensamentos bons e boas ações, e não é fácil reconhecer isso. Vira e mexe me deparo com isso, como se algo estivesse remexendo dentro de mim.
Por isso considero aparentemente inútil. Inútil porque maus pensamentos me fazem gastar uma energia absolutamente improdutiva, estagnam, paralizam, rotulam as pessoas ao meu redor. Aparentemente porque ao perceber e aceitar o que realmente sinto, independentemente do que seja, produzo autoconhecimento. É um movimento constante em nossa existência. Ao entrar em contato comigo posso guiar melhor as atitudes, mudar a direção sempre que quiser e que achar necessário, manter o que me faz bem e evoluir a cada dia como Ser Humano.
Ah, e não necessariamente nessa ordem, já que o autoconhecimento também pode produzir noites mal dormidas, aparentemente. Ok: Não é necessário ter 30 anos para buscar a si mesmo, basta escolher fazê-lo. E pedir ajuda não é sinal de fraqueza, e sim de força interior.
Quer tentar? Experimente eliminar a palavra culpa do seu vocabulário e use RESPONSABILIDADE. Soa mais forte, mais inspirador não acha? Chame para si a sua busca e ao digerir os fatos procure fazê-lo em silêncio. Sair falando para todo mundo é como brincar de telefone sem fio, a informação se perde no caminho, você não entende o que te passaram e passa adiante o que não entendeu.
Invista sua energia no que realmente sentir que vale a pena, faça a vida andar para frente!
Minha noite mal dormida não recuperarei mais… mas meus pensamentos bons SIM!
Um abraço bem forte,
Alê Gomiero
terça-feira, 6 de julho de 2010
O centro do Desafio
Hoje andando pela rua , onde fui resolver algumas burocracias cotidianas, me lembrei que quando era pequena eu adorava assistir no telejornal ou em qualquer programa de TV, imagens do centro da cidade, onde aquele bando de gente atravessava a rua ... eu ficava pensando que só podia me considerar uma pessoa (na época eu dizia ser do povo) se um dia eu também atravessasse aquela rua cheia de gente igualzinho na TV. Não demorou muito e eu estava lá, no centro da cidade, mais precisamente no Anhangabaú, atravessando aquela rua. Pra mim foi inesquecível, senti que eu era parte da cidade, como se fosse de fato “alguém”. Tinha assim me tornado uma pessoa. Isso me fez querer mais, quis aprender os nomes das ruas, aprender a andar por elas sem me perder, pois uma vez ouvi minha avó dizendo aos meus primos, que quando se aprende à andar no centro da cidade, se aprende andar em qualquer lugar. Mas isso era uma coisa de meninos, por isso eu ouvi escondida. E fiquei com aquilo na cabeça. E transformei isso em desafio, no meu desafio particular. Não disse pra ninguém, mas conforme fui crescendo e saindo de casa sozinha ia para o centro da cidade só para andar pelas ruas e aprender seus caminhos. Consegui, entendi como funcionava o tal centro da cidade. E conforme os anos fui descobrindo que eu também possuía um “centro da cidade”, e que transitar por ele seria meu desafio particular pro resto da vida. Também entendi porque minha avó dizia ser uma “coisa de meninos” porque o desafio deles também seria eterno. Transitar pelas ruas, por nossas ruas seria ainda mais difícil. Continuei minha caminhada com um suspiro bem longo, com gosto de ontem , intensidade de hoje e vontade de amanhã. Isso é de fato um desafio particular....
Beijos Katia
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